sábado, 11 de abril de 2009

Frank Gehry




Um Escultor de Edifícios

Frank Gehry é um dos grandes arquitectos da actualidade.
Dele fala-se e escreve-se todos os dias em toda a parte.
Através da sua obra iniciada há mais de 50 anos, Frank Gehry tem vindo a demonstrar um talento genial dos projectos dos seus edifícios, excelentes ensaios de formas geométricas e materiais inovadores, e que sob o ponto de vista estético se situam entre os mais profundos e brilhantes trabalhos de arquitectura contemporânea.
De salientar o Museu Guggenheim de Bilbao (1997) com as curvatures impostas nas paredes dos diversos corpos irregulars, que se interceptam violentamente, conferindo um movimento às formas ondulantes, o brilho exterior do revestimento em titânio e as suas escultóricas galerias cojugam-se perfeitamente neste fabuloso projecto da arquitectura comtemporânea. Esta é a obra mais admirada e discutida de Gehry, um génio da arquitectura que não para de nos provocar com as suas constants audácias e que é considerado pelos especialistas como um dos melhores edifícios do final do século XX.

Ambiguidade Visual




Fascinados pelos fenómenos ópticos e ávidos de explorar o seu meio, os artistas estão na origem de uma longa história na qual tanto jogam com a imagem como com o espectador. Encontrando um suporte para a imaginação nas formas naturais ou acidentais, transferiram esse espírito para as suas próprias criações. Falamos de artistas que sugerem aspectos implícitos ou escondidos e que multiplicam as maneiras de ver e de interpretar as suas obras. Os mesmos que têm explorado a ambiguidade visual e produzido imagens duplas num espírito lúdico, para introduzir os níveis de significados acessíveis aos iniciados, e para reflectir à percepção, a representação e invenção visuais.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Le Corbusier



Corbusier incorporou o que Marx chamou: "homem renascentista do futuro". A sua obra como pintor, arquitecto, designer e escritor é fabulosa, maquetas de projectos e mais de 50 primeiras edições de livros publicados em 60 anos de trabalho.
Não foi por acaso que, ao ser interrogado por volta de 1930 sobre qual era a sua profissão, a propósito do seu pedido de naturalidade francesa, Le Corbusier respondeu: "Letrado".
Depois de uma série de viagens pela Europa e Turquia e após estágios nos ateliers de Auguste Perret, em Paris, e Peter Behrens, em Berlim, Charles-Édouard Jeanneret (Le Coubusier) deixou, finalmente, a sua cidade natal para, em Janeiro de 1917, viver em Paris.
Através de publicações como a revista “L'Esprit Nouveau” e o livro “Por uma Arquitectura”, editados no início dos Anos 20, Le Corbusier defendia o purismo na arquitectura e lançava as bases de um modernismo racionalista.
Os seus estudos sobre as estruturas independentes de pilares e lajes levaram-no a formular, no final dos Anos 20, aquilo que se poderia chamar a lei fundamental do Modernismo: os "cinco pontos da arquitectura".
Tais pontos foram materializados em projectos como a Villa Savoye, nos arredores de Paris, com os seus pilares, a planta e fachada livres, o tecto-jardim e janelas corridas horizontais.

Daido Moriyama



















Daido Moriyama é um fotógrafo japonês que se tornou, durante a década de 80, numa das principais figuras do panorama da fotografia artística contemporânea. Especialmente conhecido pelas suas imagens, muito dinâmicas, de temas urbanos, Moriyama tem desenvolvido, nos últimos anos, séries centradas em teses como Luz e Sombra, Memória de um Cão e a Jornada para Nakaji. Tratam-se de fotografias, de grandes dimensões, em que os ambientes aparecem desfocados: Daido não pretende documentar a paisagem, mas sim representar a sua solidez física e icónica, a sua capacidade evocativa e a sua presença enigmática.

A Arte, Ser ou não Ser.






A arte de rua, o Grafittis, o seu objectivo genuíno é vandalizar.? Será Arte? Será mudança, revolução? Ou somente o devaneio de uma geração? Perdurará? Ou irá desvanecer-se à medida que os edifícios desmoronam e desaparecem no meio do aparente caos urbano?

Arte, no seu significado mais abrangente, é a expressão da criatividade, imaginação, ou a combinação de ambas. Ao longo da história da humanidade, várias restrições foram aplicadas a este conceito. A academia partilhou noções vagas, indicadores, tendências sobre este tema. Ao longo dos anos, passados e vindouros, perdurarão diversas discussões sobre o que deve, ou não, ser considerado Arte, Artes e Belas Artes.

A Arte não é beleza. Há, todavia, um conjunto muito grande de coisas que nos rodeiam, sejam naturais ou construídas, que possuem qualidades estéticas: um automóvel, uma roupa, um grafitti, uma pintura, um edifício... E possuem qualidades estéticas precisamente porque mexem com a nossa sensibilidade. Gostamos delas ou não mas isso não faz delas necessariamente Arte.

A Arte pode ou deve incluir-se neste grupo de coisas porque à partida não nos deixa indiferentes. Podemos achar feia uma obra de Arte que isso não vai contra a sua natureza. Daqui se torna claro que o que distingue a Arte de um mero objecto estético é a intenção com que é feita, o "Porquê” da sua existência. E seja qual for esse porquê terá sempre a ver com a autenticidade do seu autor consigo próprio e com os seus sentimentos para com o mundo e para com as pessoas que o rodeiam.

..............................................................AQUI.

A arte tem um função importante nos períodos revolucionários e de mudança. A sua compreensão exige um empenho que vai além do próprio período. Um esforço que necessita olhar para o momento anterior, percebendo quais as continuidades e as dissonâncias que se colocam entre a antiga ordem que se finda e a nova que se pretende construir.



quinta-feira, 9 de abril de 2009

"Ariodante" Handel

World Trade Center
















Projecto do Novo World Trade Center

A 27 de Fevereiro 2003, o Lower Manhattan Development Corporation (LMDC) seleccionou a notável proposta do “Studio Daniel Libeskind” para a reconstrução do local do World Trade Center em Nova Iorque.
O projecto "Memory Foundations" do arquitecto americano de origem polaca, Daniel Libeskind, surgiu através de um concurso que durou muitos meses, envolvendo alguns dos mais conhecidos arquitectos de todo o mundo e contribuiu para um vivo e pertinente debate público. Embora esta polémica se encontre de ter acabado, tudo indica que existe agora um quadro a partir do qual se poderá desenvolver um plano de reconstrução a longo prazo.
A proposta de Libeskind, apresentada em Dezembro 2002 em simultâneo com outras propostas finais de seis equipas concorrentes, inclui várias características que merecem ser destacadas. Daniel Libeskind sugere um arranha-céus de vidro, - “a Torre da Liberdade” - que permite atingir a altura de 541 metros, ou seja 1776 pés (em homenagem ao ano da Declaração de Independência dos EUA). Esta torre corresponderá a um dos edifícios mais altos do mundo.

Henri Rousseau




Fiel expositor nos Salões dos Artistas Independentes, depois Salão de Outono, Henri Rousseau viveu enraizado na problemática dos últimos anos do séc. XIX (academismo, exotismo...) e se a sua obra foi, de imediato, reconhecida pelos artistas de vanguarda, não deixou de permanecer inclassificável e de reflectir muitas interrogações próprias do século seguinte.

Enquanto o seu contemporâneo Paul Gauguin se exilou em Tahiti para criar a sua obra, Rousseau passeou-se no Jardin des Plantes, no Musée d’Histoire Naturelle, no Jardin d’Acclimatation, tudo em Paris, mergulhou na imaginária popular, nos álbuns e descrições de viagens, em fotografias, postais ilustrados, para se inspirar nas suas selvas de vegetação sumptuosa, nos teatros de combates de animais selvagens ou visões de sonhos à luz da lua e com isso alimentou a lenda que Apollinaire também ajudou a criar com a sua Ode datada de 1908 do que o pintor viu no México... Ora, as florestas virgens que Rousseau passou à tela não são mais do que aspectos do jardins botânico e zoológico de Paris e dos seus sonhos de infância repletos de aventuras fantásticas.

Santiago Calatrava



O Escultor da Arquitectura

Mundialmente famoso, Santiago Calatrava realizou algumas das estruturas mais bonitas da nossa época, cujo exemplo é a Gare do Oriente, inaugurada em Lisboa por ocasião da Expo 98

Santiago Calatrava nasceu em 1951 em Benimamet, perto de Valência, Espanha. Em 1968, matriculou-se na Escola Superior de Arquitectura em Valência. Posteriormente fez um curso de pós-graduação em urbanismo. Em 1981, licenciou-se em engenharia civil no Instituto Politécnico Federal de Tecnologia em Zurique. No mesmo ano, Calatrava abriu o seu atelier em Zurique e em 1989 inaugurou o seu estúdio em Paris.

As suas estruturas combinam, com rasgos de genialidade, a anatomia humana, a arte (escultura, pintura), a arquitectura e a engenharia, em torno da dinâmica do movimento, do equilíbrio e da tensão.

A sua obra tornou-o numa das figuras mais marcantes da arquitectura contemporânea.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Reflexões sobre a Liberdade
















“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez”
Jean Coucteau

O Homem e a Mulher são livres e responsáveis por tudo que está à sua volta. Somos responsáveis pelo nosso passado, presente e futuro. Sartre, deu-nos a ideia de liberdade como um destino , “O homem está condenado a ser livre”.
A liberdade dá ao homem o poder e a criatividade de escolha, mas está sujeita às limitações do próprio homem. Esta autonomia de discernimento é limitada pelas capacidades físicas do Ser. As limitações não diminuem a liberdade, pelo contrário, são elas que tornam essa liberdade possível, porque estabelecem os nossos limites de escolha, e impõe um divisa da qual não podemos escapar.
O Homem e a Mulher livre são éticos e estéticos.
Ser livre é tomar nas suas próprias mãos a sua autonomia, as suas escolhas, o seu pensamento. Recusar dogmas, preconceitos, obediências.
Ser livre é acreditar lutar pela Utopia possível, é saber-se cidadão do mundo , ser livre é ser interveniente e comprometido com a liberdade fraterna dos povos , ser livre é viver com a consciência planetária de que o limite da criatividade do seu pensamento livre é o infinito do Universo..